quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

I see a Mountain at my gates

 Há meses que trabalho para além do vermelho.

Trabalho noite e dia e sempre sem conseguir sentir que está tudo controlado. Ou melhor, sentindo que está tudo descontrolado. Que o que tenho para fazer é uma onda gigante que me engole. Que falho prazos e respostas e expectativas. Está a correr bem, as coisas vão avançando e todos sabem que tenho muita coisa a acontecer. Provavelmente não sabem como tem sido difícil, como a ansiedade às vezes me acorda antes do despertador, como o sentir que isto não tem fim me tira a vontade de voltar ao trabalho nas segundas-feiras. Tive uns dias de férias e pensei o que poderia mudar. Onde posso estar menos presente e onde tenho de estar. Já não há muito onde cortar, mas sei que não consigo aguentar este ritmo muito mais tempo, as pernas começam a falhar. 

No outro dia falava com uma colega e ela dizia que não queria que fosse só trabalho. À medida que crescemos em responsabilidade é cada vez mais tempo que temos de dar. E como ela gostaria de fazer outras coisas também. Não ser apenas a manager, ser a pessoa.

Food for thought.

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