sábado, 18 de abril de 2015

Todas as tuas explosões

A independência pode tornar-se um bocadinho assustadora - ou preocupante. Percebermos que, afinal, conseguimos fazer tudo sozinhos. De semana, ao fim de semana, de dia, de noite. Que pela frequência nos habituamos a não sentir a falta. Já não se sente a falta porque é o normal, somos nós, estamos nós, cada vez mais vezes sozinhos, calados, longe.
Mas ao mesmo tempo dá força e orgulho nessa força - faz-me lembrar aquela miúda que punha umas pedras no bolso e não tinha medo do que se pudesse atravessar à sua frente - se fosse preciso resolvia tudo à pedrada. I can, i am.
Remar, remar.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Em casa de pantufas

O telefone toca às 17h30. "Vou fazer um jantar de anos cá em casa, só assim com 4 ou 5 pessoas, com a velha guarda". E passadas 4 horas lá estamos.
Uns casados com filhos, outros no extremo oposto, com mais ou menos pneus e cabelos brancos, lá estamos. Continuamos a falar das histórias de infância, das maluqueiras de adolescência e dos jantares que fomos fazendo ao long do tempo. Porque nao fazemos mais? Há desculpas, tantas desculpas. Mas há algo de muito reconfortante em estar com estes amigos de sempre. É como estar em casa de pantufas. É bom.