quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Kill the captain, kill the crew

 Nem sei por onde começar. Tenho um misto daquela sensação das forças que abandonaram o meu corpo cansado com aquela raiva de “eu faço esta merda toda sozinha”.

Sim, continuo a girar neste ciclo infinito de sempre. E, de entre os dois, venha a raiva. Porque sim, eu consigo fazer esta merda toda. De facto, não interessa muito se me sinto bem ou mal, se me doem as costas, se passo horas no conputador à noite quando alguns de nós passam essas mesmas horas sentados no sofá a jogar telemóvel. Eu estou no computador porque toda a minha vida revolve à volta de horários de pequenas pessoas que é preciso ir buscar. Alguns de nós estão-se a cagar; outros não. 

Onde é que esta raiva me vai levar? Provavelmente a lado nenhum, porque os meus filhos nunca me irão agradecer o esforço de me ter rebentado toda anos a fio; o meu marido quer dizer, lol, sobram-me duas coisas: o meu trabalho e mudar o mundo. 

Sinto-me como aqueles desgraçados que fazem iron man e que no final já não aguentam mais mas continuam e chegam à meta.

E voltando às minhas resoluções de ano novo: não há duas prioridades, há uma. Eu. Não vou gastar as minhas escassas energias a tentar melhorar uma relação em que uma das pessoas só vê o seu umbigo e o seu telemóvel.

E bom dia a todos.


domingo, 7 de janeiro de 2024

Uma pedra para ti, uma pedra para mim

 Agora à noite meti a mão ao bolso e lá dentro estava uma pedrinha. O meu número 3 às vezes chega ao pé de mim, dá-me uma pedrinha e diz “estava no recreio, vi esta pedra e trouxe para ti”. Esta deu-me e disse “toma, para juntares à tua coleção de pedras”.

Pode haver coisas mais fofas, mas eu desconheço.