Nem sei por onde começar. Tenho um misto daquela sensação das forças que abandonaram o meu corpo cansado com aquela raiva de “eu faço esta merda toda sozinha”.
Sim, continuo a girar neste ciclo infinito de sempre. E, de entre os dois, venha a raiva. Porque sim, eu consigo fazer esta merda toda. De facto, não interessa muito se me sinto bem ou mal, se me doem as costas, se passo horas no conputador à noite quando alguns de nós passam essas mesmas horas sentados no sofá a jogar telemóvel. Eu estou no computador porque toda a minha vida revolve à volta de horários de pequenas pessoas que é preciso ir buscar. Alguns de nós estão-se a cagar; outros não.
Onde é que esta raiva me vai levar? Provavelmente a lado nenhum, porque os meus filhos nunca me irão agradecer o esforço de me ter rebentado toda anos a fio; o meu marido quer dizer, lol, sobram-me duas coisas: o meu trabalho e mudar o mundo.
Sinto-me como aqueles desgraçados que fazem iron man e que no final já não aguentam mais mas continuam e chegam à meta.
E voltando às minhas resoluções de ano novo: não há duas prioridades, há uma. Eu. Não vou gastar as minhas escassas energias a tentar melhorar uma relação em que uma das pessoas só vê o seu umbigo e o seu telemóvel.
E bom dia a todos.