Haverá noites em que serão férias com os avós e os tios. Depois, virão os escuteiros, as dormidas em casa dos amigos, as noites de os ir buscar às tantas, as noites em que dormem fora de casa, com amigos, namorados, talvez até numa praia ao relento, no banco de jardim.
Mas hoje não. Hoje são os meus bebés que dormem lado a lado, cada um na sua cama.
Hoje não, mas sei que não tarda nada o dia, a noite, em que vou sentir saudades, tantas saudades de quando eles eram meus.
Os meus amores.
As minhas coisas boas.
sexta-feira, 29 de maio de 2015
domingo, 3 de maio de 2015
As pessoas não mudam
Mudam só na nossa cabeça. Ganham virtudes, perdem defeitos, pintam-se de cores nunca antes vistas. Esperamos actos heróicos, lindos, românticos. Mas para além de não mudarem, as pessoas são só pessoas, cingidas as suas fraquezas, defeitos, humanidade.
Pessoas, so pessoas, não superhomens.
Pessoas que não têm em conta a nossa sensibilidade, os nossos sentimentos, a nossa inteligência. E que acima de tudo não consideram como são para nos, como são e vivem nessa realidade alternativa que é a nossa cabeça. E é tão triste, tão desapontante, tão só, essencialmente tão só, quando percebemos que são pessoas. Só pessoas. E nada mais.
"Vinde salvar os homens
para aqui abandonados ao pesadelo de si mesmos,
só a serem homens,
homens apenas,
homens sempre,
de manhã até à noite,
semi-homens,
infra-homens,
super-homens,
ex-homens..."
José Gomes Ferreira
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