Houve o primeiro amor, que foi muito mais do que eu poderia esperar. Foi arrebatador, romântico, poético, sofredor, intenso. Até deixar de o ser. Os que se seguiram foram um pouquinho de tudo isso, mas menos. Menos intensidade, menos tempo. Depois veio o amor mais crescido, sempre menos romântico mas mais realista e mais pé no chão. Houve ali um momento, no ano em que casámos, em que a poesia se foi. A vida foi acontecendo e o amor torna-se noutras coisas.
Vêm os filhos e surge outro amor.
E agora?
Tenho saudades sim. Saudades das borboletas na barriga, de corar, de sonhar, de ser especial e de fazer sentir especial.