Há já vários meses que tenho sido só mãe. Estou há meses em casa só para ser mãe. Passo os dias a tomar conta dos filhos, a tratar da roupa, a cozinhar. E claro, tenho sempre também uns momentos para mim, seja na sorna a ver a minha nova série preferida, seja a tentar organizar mais a minha vida, a minha casa, a fazer cozinhados para os meus filhos. Mas mesmo assim tenho tido mais tempo para mim do que nos últimos anos, talvez desde a última licença de maternidade.
Hoje, num desses momentos de sorna, peguei no meu pequenino que, como sempre, sorriu para mim com a sua fofura de 4 meses, de bochecha cheia, olhos vivaços e cabelo espetadinho. E vi-o a ele mas também o irmão, a mesma carinha, quase 7 anos de diferença.
Porque a vida, a minha vida, não é só dramas ou tristezas, não é aquela solidão, não é o stress e as correrias, não são as outras pessoas. É isto, uma tarde de inverno de sol, o sorriso do meu bebé, o abraço e os beijinhos dos crescidos, as conversas com a minha mãe, esta rotina que está prestes a acabar. É tão, mas tão bom.
Uma das minhas resoluções de ano novo foi ter mais tempo para mim, em dias que têm sempre poucas horas. Ler, ouvir música, escrever, fazer exercício, conversar com o meu marido. Não vai ser fácil, mas não o vou fazer no tempo - tão pouco - que tenho com os meus filhos. Vai ser aquele tempo meu, das 21h até fazer pass-out no sofá. E sei que haverá dias em que vou ter de trabalhar à noite, muitos dias vou estar tão ko que só quero mesmo não fazer nada. Mas vou tentar. Mas a prioridade vai ser sempre a mesma: os sorrisos, os abraços, os beijinhos :)