quarta-feira, 11 de setembro de 2019

1 ano

O número 3 faz 1 ano. Parece que foi ontem e ao mesmo tempo parece que foi há um milhão de anos. Há 1 ano que os dias se tornaram maiores e as noites (de sono) bem mais curtinhas.
Perguntam-me muitas vezes como é ter 3 filhos. Posso-vos falar da logística, do cansaço, da correria, da falta de tempo, das despesas, mas se tivesse de resumir só numa palavra... espectacular. Espectacular ter, inesperadamente, mais um bebé a crescer dentro de mim. Espectacular a alegria dos manos e a paizão que têm uns pelos outros. Espectacular cada vez que se ri às gargalhadas. Espectacular dizer que somos 5, sim, mais crianças que adultos, uma casa cheia de barulho, desarrumação, caos e loucura.
E-S-P-E-C-T-A-C-U-L-A-R
Parabéns meu querido número 3 <3

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Just breathe

Overwhelmed. É essa a palavra. Os filhos. O desafiar, os pedidos de atenção, as birras, os choros. A casa. Os montes de roupa, brinquedos, confusão. O trabalho. Estar sempre on top, reuniões o dia todo, trabalhar à noite, ou então step back e acalmar e meter a pata na poça. As doenças. As otites, bronquiolites, internamentos, operações, varicela, mais varicela. Os amigos. A quem não ligo, não dou os parabéns, esqueço dos aniversários dos filhos. As listas. Compras, prioridades, to dos.

Os 10 minutos de bicicleta diários. O ginásio. A meditação. Os álbuns de fotografias. O romance. Os amigos. A organização.

Sinto-me com falta de ar. Cansada - não digo esgotada porque todas as coisas listadas acima já me provaram várias vezes que dá sempre para ir mais longe.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Chata

O meu filho tem razão, eu sou uma chata. Estou sempre a dizer “não, não, não” e nunca o deixo fazer nada. Não o deixo dar pontapés à irmã e rebolar com o bebé. Não o deixo jogar à bola dentro de casa. Mando-os jantar à hora de ir jantar e acabo brincadeiras para irem tomar banho. De manhã disparo ordens com uns “rápido, rápido, rápido!”. Às vezes chego cedo de mais à escola e não os deixo terminar as brincadeiras; às vezes chego tardissimo porque estiveram 15 minutos sem amigos. Raramente posso ir brincar quando me chamam, insisto em acabar de tomar o pequeno almoço , tratar do bebé, estender roupa, fazer o jantar, tomar banho ou despachar todos para sairmos de casa. Estou quase sempre mal disposta a dizer “não faças isso! Não faças isso! Não volto a avisar! Porque é que fizeste isso?!”.
Sou uma chata. Nem eu tenho paciência para mim. Sim, também tenho coisas fofinhas de mãe, mas na grande maioria do tempo sou um gru maldisposto.

domingo, 5 de maio de 2019

Dia da mãe

Passei a manhã com o mais pequeno no hospital - está internado desde ontem. Fui almoçar com os crescidos ao MacDonalds do centro comercial. Fomos brincar no parque e jogámos às escondidas. Como era dia da mãe perguntaram com muito jeitinho se podiam comprar um brinquedo piki piki . Claro que sim. Fomos para casa e enquanto eles brincaram eu tratei da roupa, das mochilas, das lancheiras. Voltámos para o hospital onde estiveram um bocadinho com o mano, tirámos uma foto os 4 porque calhou estarmos sentados juntos 2 minutos e depois foram embora .
Claro que não foi o dia da mãe perfeito, mas para mim foi muito bom. Passámos o melhor possível dentro das circunstâncias que tínhamos e se isso não é perfeito, não sei o que será.

sábado, 23 de março de 2019

Número 3

No terceiro temos mais sabedoria. Será? O terceiro ensinou-me a deixar passar cada segundo, cada minuto. Numa noite passada a chorar, cada minuto que passa me põe mais próxima da manhã. O terceiro ensinou-me que aquilo que eu achava que era o limite não é. Do amor, da exaustão, do cansaço, da falta de sono. O terceiro faz-me sentir ainda mais cool. O terceiro ensinou-me que de facto não há regras e que lá por os outros dois terem sido duma maneira não quer dizer que este vá pelo mesmo caminho. O terceiro lembra-me de que apesar de ser o terceiro, é pequenino e frágil. O terceiro Ensina-me do he é melhor não fazer grandes planos porque regras não é mesmo com ele.
Não há menos preocupação, não há menos cuidado, não há menos amor. O terceiro é como se tivéssemos uma cadeira de primeiro ano no último. Já sabemos parte da matéria, não nos lembramos muito bem de tudo e somos sempre surpreendidos com perguntas que nunca tinham saído no exame.

sexta-feira, 1 de março de 2019

Não há duas sem três

E pronto, já se acabou. 8 meses que passaram num fósforo. Sim, eu já sabia que ia ser assim, foi sempre assim, mas nem sei muito bem como é que já aqui cheguei.
O terceiro filho veio-me mostrar que não está nem aí para o que os outros dois antes deles fizeram. Nasceram antes do tempo?, pois eu vou nascer depois do tempo. Já só acordavam uma vez de noite? Pois eu não vou ter duas noites iguais. Cólicas passado 1 mês? Pois eu começo já no primeiro dia.
As teorias do terceiro filho também não se aplicam - preocupo-me com este como preocupei com os outros dois, esterilizei chuchas, vi a temperatura da água do banho e comprei-lhe roupas novas.Mas também comprovou que é mesmo mais fácil passar de 2 para 3 do que de 1 para 2.
Tem o mesmo sorriso, boa disposição e tranquilidade que os irmãos. É o bonequinho cá de casa, dos manos, dos amigos dos manos.
Há um ano atrás eu panicava com a ideia de ter mais um filho, hoje não imagino a vida de outra maneira e apesar de tudo, a nossa vida está tranquila. Fiz algumas coisas que queria, outras não saíram do papel. Entre as infidáveis tarefas domésticas também me sentei a brincar às escolas, a construir legos, a pentear bonecas, porque os mais crescidos também são pequeninos, também precisam de companhia, de atenção e continuam a pedir sempre "mãe, vem brincar comigo".
Ao mesmo tempo tento pôr em prática a minha resolução de ano novo de ter mais tempo para mim. Ainda não tenho grandes resultados mas pelo menos ainda não me esqueci dela.
E decididamente gosto mesmo de ser mãe.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Agora não

Tenho planos para planear, decidir, alterar. Consultas para desmarcar e marcar. Tenho desarrumações para arrumar, organizar, limpar. Listas e listas de coisas na minha cabeça, lembretes e esquecimentos constantes.
Tanta tanta coisa que não me apetece, que me aborrece, que me cansa só de pensar.

Os minutos, as horas, tempo precioso que tenho de preencher com as infindáveis coisas que tenho para fazer.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Sossego

Há já vários meses que tenho sido só mãe. Estou há meses em casa só para ser mãe. Passo os dias a tomar conta dos filhos, a tratar da roupa, a cozinhar. E claro, tenho sempre também uns momentos para mim, seja na sorna a ver a minha nova série preferida, seja a tentar organizar mais a minha vida, a minha casa, a fazer cozinhados para os meus filhos. Mas mesmo assim tenho tido mais tempo para mim do que nos últimos anos, talvez desde a última licença de maternidade.
Hoje, num desses momentos de sorna, peguei no meu pequenino que, como sempre, sorriu para mim com a sua fofura de 4 meses, de bochecha cheia, olhos vivaços e cabelo espetadinho. E vi-o a ele mas também o irmão, a mesma carinha, quase 7 anos de diferença.
Porque a vida, a minha vida, não é só dramas ou tristezas, não é aquela solidão, não é o stress e as correrias, não são as outras pessoas. É isto, uma tarde de inverno de sol, o sorriso do meu bebé, o abraço e os beijinhos dos crescidos, as conversas com a minha mãe, esta rotina que está prestes a acabar. É tão, mas tão bom.

Uma das minhas resoluções de ano novo foi ter mais tempo para mim, em dias que têm sempre poucas horas. Ler, ouvir música, escrever, fazer exercício, conversar com o meu marido. Não vai ser fácil, mas não o vou fazer no tempo - tão pouco - que tenho com os meus filhos. Vai ser aquele tempo meu, das 21h até fazer pass-out no sofá. E sei que haverá dias em que vou ter de trabalhar à noite, muitos dias vou estar tão ko que só quero mesmo não fazer nada. Mas vou tentar. Mas a prioridade vai ser sempre a mesma: os sorrisos, os abraços, os beijinhos :)