Hoje vi uma senhora velhinha e, como acontece quase sempre, lembrei-me da minha avó e senti uma saudade tão grande. Mas tão grande que comecei a chorar na rua. Saudades de ter uma avó que cuidava de mim, que me dizia com toda a sua sinceridade que rezava por mim (rezava por todos, filhos e netos), que me segurava na mão e me falava na sua voz velhinha e tremida. Saudades da minha outra avó, dos seus abraços desajeitados mas genuínos. Dos avôs. Tudo tão presente na minha lembrança que me doeu (e dói) tanto aquela saudade. Ninguém nos prepara para como nós vamos sentir sozinhos quando somos adultos. Podemos saber e fazer muitas coisas mas somos crianças que já não são abraçadas. Crianças sozinhas e cansadas em corpos de adultos.
Tenho saudades dos meus avós, tantas.
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