segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Para sempre

 Não digo muitas vezes. Mas eu adoro os meus filhos. Digo-lhes a eles, às vezes ao calhas quando vamos no carro. Digo muitas vezes durante o dia. Mas ao resto do mundo, não sei se digo muitas vezes. Mas eles são extraordinários e extraordinariamente meus. Queixo-me muito, mas ser mãe deles é extraordinário. Adoro ser mãe deles. (fico em silêncio a sorrir de braços cruzados em frente ao computador). Já não me lembro de quando eram bebés. Sem darmos por isso, as páginas vão-se virando e eles cada vez mais são as suas pessoas. E eu também vou virando as minhas páginas de mãe, mas trocamos os mesmos olhares apaixonados de quando eram bebés e eu sorria e eles me devolviam os sorrisos mais bolachudos de todos. Viramos páginas mas continuamos assim. Mesmo com ataques de pré-adolescentes continua lá. E as coisas que me passaram despercebidas ou que quase esqueci quando cresci, relembro agora nos meus pais. E sou a mãe que sou porque sou filha deles, e porque sem cursos ou teorias, foram os pais que eu precisava e que me ensinaram o certo e o errado, e que estiveram do meu lado e ainda estão.

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