Tenho tido semanas e fins de semana de loucos. Entre as coisas que há para fazer, as coisas dos miúdos, as coisas que os miúdos querem e pronto tenho de lhes dar atenção individual, não paro. Minto: hoje deitei-me 15 minutos no sofá e dormitei. Não sei se foram 15, porque dormi entre os apitos que a máquina de lavar faz quando para. E claro, levantei-me e fui estender a roupa. E ajudar com os tpcs. E por mais roupa a lavar. E ir andar de trotinete e ensinar a andar de autocarro e a ir comprar uma capa para o telemóvel e à procura de uma prenda de aniversário e a ir ao supermercado e a ligar à minha mãe e a procurar os casacos do João e a dobrar roupa e a coser as calças da Rita e a arrumar a sala e o frigorífico e a cozinha, porque nada diz caos melhor do que entrar na cozinha numa manhã de cozinha com o lava loiça cheio de comida a cheirar a massada de peixe. Desculpem a canseira - mas é só para vos dar uma ideia, dado que o descrito acima se passou entre as 14h30 e as 23h do mesmo dia. Imaginem o resto sabendo que não foi mais tranquilo.
Bem, mas como é que tenho então conseguido? Nova estratégia: vivo o caos um dia de cada vez. Como é que vai ser amanhã? Não faço ideia. Tenho reuniões até às 17h, reunião da escola às 17h e treino de basquete às 18h. Esta semana todos os dias tenho de ir ao escritório. Não esquecer que quinta há aniversário que, claro, ainda não planeei.
Se não viver o caos um dia de cada vez vou ficar submersa sobre essa onda gigante chamada ansiedade. Assim, olho-a só de longe e quando ela está a chegar surfo-a com a minha magnífica prancha chamada “bora lá “.
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