Não sei se já vos aconteceu. Passam o dia a absorver, tal como uma esponja, a merda dos outros. A merda do estou ansioso, estou cansado, estou doente, estou carente. Absorvem merda e devolvem palavras calmas, confortantes e estupidamente alegres e serenas. Mais merda, pumba. O dia vai avançando e vocês vão, entre as tarefas do dia-a-dia, continuando com esta tarefa permanente de levar com toda a merda dos outros.
Quando, ao final do dia, chegam ao vosso limite e já não dá mais, a esponja já não absorve e então começam a atirar toda a merda do dia por todo o lado, acerta em todos e em tudo. E, o milagre acontece. As mesmas pessoas que passaram o dia a conspurcar-vos, são agora almas imaculadas, altamente ultrajadas por estarem a ser alvo da merdice.
Isto, meus queridos, foi o meu dia, são os meus dias, são os meus anos. E sabem como que fico a sentir certo? Ora escusado seria dizer, uma merda.
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