terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Palavras leva-as o vento

 Ainda não me consegui atinar bem. Onde escrevo, blog, caderno, diário, qual.

Independente da forma, escrever (e não digo isto no sentido poético ou criativo da coisa, é mesmo apenas o acto de escrever) sempre foi para mim uma maneira de orientar as ideias. Era a minha companhia quando era adolescente e o meu passatempo era escrever páginas e páginas e páginas. É como desabafo, principalmente as coisas desagradáveis que não convém dizer a outras pessoas - ou tão simplesmente porque não há ali outras pessoas.

Pois bem, 2020, pandemia, work from home, blá blá. Por um lado há mais para escrever, mais reflexões, mais adaptações, aprendizagens; por outro há mais disponibilidade - mais tempo e mais flexibilidade.

Já todos nos conhecemos e sabemos que não consigo estabelecer uma rotina de "todos os dias a esta hora escrevo o diário". Não funciona. Tenho 40 anos e ainda não consegui, duvido que ainda consiga. Preciso de um diário onde escreva os devaneios da alma, as to-dos e os micro-objectivos a que me quero propor. Por exemplo, agora durante o banho tive uma boa ideia, mas é muito mundana para pôr aqui (ahahah). Pode ser (mais) uma ideia da treta, mas deixou-me bem disposta, com energia, ao ponto de a querer partilhar e a pôr aqui. E é isso que se quer, certo?

Portanto, preciso de um caderno!

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