Sei lá se há estrelas!
Daqui não as vejo.
Qualquer dia hei-de ir vê-las
ao rio Tejo.
Não no céu tão longe e incerto
onde a custo as descobrimos,
mas a brilharem mais perto
nas águas de treva e limos.
Só assim desse modo
consigo entendê-las.
Caídas no lodo
é que são estrelas.
José Gomes Ferreira
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