A Rosalina foi minha professora de ciências. Quando ficava nervosa (e com uma turma como a minha era, isso era frequente) ficava toda vermelha às manchas.
A Rosalina e o marido não conseguiam ter filhos, por isso resolveram adoptar. Adoptaram um rapaz que já tinha os seus 11 ou 13 anos. Pouco depois, foi ao médico com uma tosse que não passava. Era cancro. A Rosalina morreu pouco depois. Consta que antes de morrer pediu ao marido que continuasse a tomar conta do filho recém adoptado.
Isto do amor de mãe, amor seja lá do que for, é tudo igual. É amor. É capaz de ver os outros antes de nos ver a nós, é não ter dúvidas do caminho a seguir. É não ter dúvidas quando há decisões a tomar: a carreira ou o filho? O amigo ou o marido? Eu ou os outros? A família ou os amigos? Não tem a ver com a criança ser nossa ou adoptiva, em ser um marido, um cão ou um gato.
É amor.
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